
A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue e da zika. Ela causa febre alta e dores intensas nas articulações, podendo afetar a qualidade de vida por semanas ou até meses.
Neste artigo, você vai entender o que é chikungunya, como ocorre a transmissão, quais os sintomas mais comuns, formas de tratamento e dicas práticas de prevenção.
O que é a chikungunya?
A chikungunya é uma doença causada pelo vírus Chikungunya (CHIKV). Seu nome vem de uma palavra africana que significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura de dor intensa que muitas pessoas ficam por causa das dores nas articulações.
Como a chikungunya é transmitida?
A transmissão acontece por meio da picada dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, geralmente durante o dia. Esses mosquitos se proliferam em locais com água parada e ambientes urbanos.
É importante saber que a chikungunya não é transmitida de pessoa para pessoa, somente pela picada de um mosquito infectado.
Quais são os sintomas da chikungunya?
Os sintomas costumam surgir de 2 a 12 dias após a picada. Os mais comuns são:
- Febre alta e repentina
- Dor intensa nas articulações (mãos, pés, joelhos, tornozelos)
- Dores musculares
- Dor de cabeça
- Cansaço extremo
- Manchas vermelhas na pele
- Inchaço nas articulações
Quanto tempo duram os sintomas?
A febre costuma durar de 2 a 5 dias. Já as dores nas articulações podem persistir por semanas, e em alguns casos, por meses. Em pessoas mais velhas, essas dores podem se tornar crônicas.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da chikungunya é feito com base nos sintomas e pode ser confirmado com exames de sangue, que detectam o vírus ou os anticorpos produzidos pelo organismo.
Tem cura? Qual o tratamento?
Sim, a chikungunya tem cura, mas não existe um medicamento específico para o vírus. O tratamento é voltado para o alívio dos sintomas:
- Uso de analgésicos e antitérmicos (como paracetamol)
- Repouso absoluto nos dias de febre
- Hidratação constante
- Acompanhamento médico, especialmente se as dores persistirem
⚠️ Atenção: evite medicamentos com ácido acetilsalicílico (como aspirina), pois podem aumentar o risco de sangramentos.
Como prevenir a chikungunya?
A prevenção é muito parecida com a da dengue, e o foco principal é evitar a proliferação do mosquito. Veja algumas dicas:
🏠 Dicas para evitar o mosquito
- Elimine qualquer recipiente com água parada
- Mantenha lixeiras e caixas d’água bem tampadas
- Evite acúmulo de água em vasos de plantas
- Faça inspeções semanais no quintal e na casa
🧴 Uso de repelentes e cuidados diários
- Use repelente todos os dias, especialmente no verão
- Dê preferência a roupas que cubram braços e pernas
- Instale telas em janelas e portas
- Em áreas com surtos, evite sair nos horários de maior atividade do mosquito (início da manhã e fim da tarde)
Chikungunya na gravidez: quais os riscos?
Embora a chikungunya na gravidez não cause má-formação fetal, há um risco raro de transmissão vertical (da mãe para o bebê), principalmente se a infecção ocorrer perto do parto. Por isso, gestantes devem redobrar os cuidados com a prevenção.
Chikungunya deixa sequelas?
Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem em poucas semanas. Porém, algumas pessoas podem desenvolver dores articulares prolongadas, semelhantes à artrite. Isso é mais comum em pessoas acima de 50 anos ou com histórico de problemas nas articulações.
Conclusão: o que fazer se tiver chikungunya?
Se você estiver com febre alta repentina e dores fortes nas articulações, procure atendimento médico. Não se automedique e hidrate-se bem. E lembre-se: a prevenção é o melhor remédio! Elimine focos de mosquito e use repelente.


Great article explaining the fundamentals of Chikungunya! It’s a very timely topic given the recent outbreaks. I had a question regarding the long-term joint pain you mentioned. I recently read a very detailed 2025 travel health guide that discussed some new research on this, specifically a study from Colombia that followed patients for over 3 years. They found that a significant number of people still experienced recurring joint pain long after the initial infection. My question is: for someone suffering from these chronic symptoms, are there any specific rehabilitation protocols or emerging treatments, like the use of DMARDs (e.g., methotrexate), that are showing promise in Brazil? Sorry for the long link, but the guide I mentioned is here https://pillintrip.com/pt/article/chikungunya-in-2025-your-complete-travel-health-guide – it just provides a lot more context and the specific study data I was referring to, so you can better understand what I’m asking about. Thanks for any insight you can provide!
Indeed, recent studies — including the one you mentioned from Colombia, as well as research conducted in Brazil and India — show that a significant portion of patients with chikungunya may continue to experience joint pain and stiffness for months or even years after the initial infection. These persistent symptoms resemble inflammatory arthritis and require specific management.
🔹 Rehabilitation and physiotherapy:
The foundation of treatment is guided and regular movement. Exercises such as stretching, water aerobics, and light muscle strengthening help preserve mobility and reduce pain. Physiotherapy sessions may include heat therapy, joint mobilization techniques, and functional training, all of which can greatly improve quality of life.
🔹 Medication:
When pain and inflammation persist, treatment can follow approaches similar to those used for post-viral arthritis:
NSAIDs (nonsteroidal anti-inflammatory drugs) are usually the first option.
Corticosteroids may be prescribed for short periods during inflammatory flare-ups.
In chronic cases, some rheumatologists have successfully used DMARDs, such as methotrexate or hydroxychloroquine, based on clinical studies and case reports from Brazil and Latin America.
🔹 Emerging approaches:
Recent research has explored the use of biologic therapies (such as anti-TNF agents), but these remain experimental and are reserved for severe, refractory cases.
⚠️ Important note:
Even with growing research and treatment options, management should always be individualized and supervised by a qualified healthcare professional, preferably a rheumatologist. Self-medication or the use of anti-inflammatory or immunosuppressive drugs without medical guidance can pose serious health risks.